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Site ou servidor comprometido

Seu site hackeado? Fale conosco e nós cuidamos disso

Se o seu site foi hackeado, não apague nada ainda: faça uma cópia dos arquivos e do banco de dados, coloque o site em manutenção, avise a hospedagem e troque todas as senhas e chaves de API a partir de um computador limpo. Depois é preciso descobrir por onde entraram, limpar ou reconstruir, e atualizar PHP, CMS e servidor antes de reabrir.

Vale o mesmo se o seu provedor avisou sobre uma vulnerabilidade e você não sabe se ela afeta o seu site. Conte o que aconteceu, revisamos o servidor e cuidamos da limpeza, das atualizações e das chaves novas.

Site ou servidor afetado
invasão · vulnerabilidade
Contenção
cópia · logs · porta de entrada
Limpar
se houver backup limpo
Reconstruir
se não houver
Patches e chaves novas
PHP · CMS · servidor
Já aconteceu com você?

Como saber se o seu site foi hackeado?

Um só destes sinais já justifica revisar o servidor. Algumas invasões não aparecem de fora: o site carrega normalmente enquanto alguém usa o servidor para enviar spam ou registra o que os seus clientes digitam nos formulários.

  • O Chrome ou o Google mostram um aviso vermelho de «site perigoso» ou «site enganoso» ao entrar no seu site.

  • Quem chega pelo Google é redirecionado para cassinos, farmácias ou páginas de spam.

  • Você pesquisa site:seudominio.com e aparecem páginas que ninguém da sua equipe criou.

  • Há usuários administradores no WordPress ou no PrestaShop que você não reconhece.

  • A hospedagem suspendeu a conta ou avisou sobre malware ou envio de spam.

  • Seu provedor avisou sobre uma vulnerabilidade (php2shell, uma CVE do NGINX ou do Node.js) e você não sabe se ela afeta o seu site.

  • Os e-mails do seu domínio voltam ou caem na pasta de spam dos clientes.

  • O navegador avisa que o certificado do site não é válido.

  • Chega uma fatura de API (OpenAI, Google Cloud, AWS…) muito acima do normal: alguém está usando as suas chaves.

Antes de ligar para alguém

Site hackeado: o que fazer na primeira hora

Estes passos valem quer você fale conosco ou não. Vêm nesta ordem porque a cópia do estado atual se perde assim que alguém começa a apagar arquivos.

  1. Não apague nada ainda. Faça uma cópia do estado atual, arquivos e banco de dados, e guarde fora do servidor. Anote o horário e tire capturas de tela do que está vendo. Essa cópia serve para descobrir por onde entraram e, se você for registrar ocorrência, como prova.
  2. Proteja os visitantes. Coloque o site em modo de manutenção ou sirva uma página estática enquanto durar a limpeza. Se a hospedagem já suspendeu a conta, não peça a reativação antes de o site estar limpo.
  3. Avise a hospedagem. Ela tem os logs de acesso do servidor e pode ver se outros sites da mesma conta também foram afetados.
  4. Troque as senhas a partir de um computador limpo. Painel da hospedagem, administradores do CMS, FTP ou SFTP, SSH, banco de dados, e-mail do domínio e registrador. Ative a verificação em duas etapas onde for possível. Se o computador de onde você gerencia o site estiver infectado, as senhas novas também vazam.
  5. Revogue as chaves de API guardadas no site. Gateway de pagamento, e-mail transacional, mapas, serviços de IA: gere chaves novas e desative as antigas. Uma chave copiada continua funcionando mesmo depois de limpar o servidor.
  6. Revise os usuários administradores. Anote o nome e a data de criação dos que você não reconhece e depois exclua-os.
  7. Se houver dados pessoais, o prazo já começou. Se o site guarda dados de clientes (pedidos, formulários, contas), uma invasão pode ser uma violação de dados pessoais. Pelo RGPD, há 72 horas desde que você toma conhecimento para notificar a autoridade de proteção de dados quando houver risco para as pessoas.

Para pedir depois a revisão ao Google, o processo está na ajuda do relatório Problemas de segurança. Se a sua empresa está na Espanha, a linha 017 do INCIBE é gratuita e confidencial, e a AEPD explica como notificar uma violação.

Com acesso SSH ao servidor. Se você não tiver, a hospedagem pode fornecer os logs de acesso e a lista de arquivos modificados.

Outubro de 2026

O que fazer se o seu provedor avisar sobre uma vulnerabilidade?

Verificar a versão que você usa, atualizar para a corrigida e, se a falha permitia executar código ou ler memória, verificar se alguém entrou antes do patch. Estes são os alertas recentes que tocam mais sites e servidores.

PHP: php2shell

CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, CVSS 9,2, sem autenticação. Corrigidas em 8.5.12, 8.4.27, 8.3.36 e 8.2.35. A Wiz demonstrou execução remota de código contra WordPress, Drupal e Joomla.

php.net · Rapid7

Node.js

Dez CVE em 21 de outubro, entre elas uma escrita fora dos limites no descompressor Brotli que permite executar código. Corrigidas em v26.12.1, v24.22.1 e v22.23.4; a 20.x e a 25.x já não recebem patch.

nodejs.org

NGINX

O «NGINX Rift» (CVE-2026-42945) teve tentativas de exploração desde 16 de maio. O lote de outubro, com request smuggling em HTTP/3 e falsificação de sessão TLS, é corrigido na 1.31.7 e na 1.30.6 ou superiores.

nginx.org · Help Net Security

Certificados: GoDaddy e eMudhra

A GoDaddy revogou 404.607 certificados TLS em 21 de outubro por um problema de conformidade; o site que não instalar o certificado de substituição pode ficar inacessível. Chrome, Apple e Microsoft deixaram de confiar em oito CA intermediárias da eMudhra com chaves fracas.

Cyber Press · The Hacker News

Segredos: LiteLLM e Railway

A versão 1.107.0 do LiteLLM publicada no PyPI e no Docker Hub roubava credenciais ao iniciar. A Railway detectou atividade anômala nos sistemas que guardam as variáveis de ambiente dos clientes e pede que sejam trocadas. Nos dois casos, as chaves são trocadas mesmo que o servidor pareça saudável.

Wiz · The Cyber Sec Guru

As versões corrigidas, os comandos para conferir e o que trocar em cada caso, num só artigo.

O que corrigir, rodar e renovar →
Como cuidamos disso

Como recuperar um site hackeado?

Sete passos, nesta ordem. Limpar sem saber por onde entraram deixa a mesma porta aberta.

  1. Contenção

    Primeiro paramos o que ainda está acontecendo: redirecionamentos, envio de spam, processos que não deveriam estar rodando. Se for preciso, o site fica em manutenção enquanto trabalhamos.

  2. Cópia e análise básica

    Guardamos uma cópia do estado comprometido e olhamos os logs de acesso, os arquivos modificados, os usuários e as tarefas agendadas para achar a porta de entrada. Se você precisar de um laudo pericial para um processo ou para o seguro, quem assina é um perito; a cópia fica guardada para que ele possa trabalhar com ela.

  3. Limpeza ou reconstrução

    Se existe um backup anterior à invasão e sabemos como entraram, ele é restaurado e limpo. Se não, o CMS é reinstalado a partir das fontes oficiais e só o conteúdo revisado é migrado.

  4. Atualizar PHP, CMS e servidor

    PHP para uma versão com patch, núcleo do CMS, plugins e tema, e o software do servidor (NGINX, Apache, Node.js) se for você quem o administra. O que não aceita uma versão com suporte é substituído ou removido.

  5. Troca de credenciais

    Senhas, chaves SSH, chaves de API e variáveis de ambiente. Tudo o que estava no servidor é tratado como comprometido.

  6. Verificação e listas negras

    Conferimos que o site serve o que deve, pedimos a revisão ao Google pelo Search Console e verificamos se o domínio ou o IP do servidor aparecem em listas negras de e-mail.

  7. Manutenção

    Backups periódicos guardados fora do servidor, atualizações e acompanhamento dos alertas de segurança do software que o seu site usa.

  • Modo de manutenção se necessário
  • Corte de redirecionamentos e spam
  • Processos e conexões suspeitas
  • Aviso à hospedagem
  • Cópia do estado comprometido, fora do servidor
  • Logs de acesso e de erros
  • Arquivos modificados recentemente
  • Usuários, tarefas cron e chaves SSH
  • Porta de entrada provável
  • Restaurar um backup anterior à invasão
  • Ou reinstalar o CMS a partir das fontes oficiais
  • Remover backdoors e arquivos injetados
  • Revisar o banco de dados (usuários, opções, conteúdo)
  • PHP para uma versão com patch
  • Núcleo do CMS, plugins e tema
  • NGINX, Apache ou Node.js
  • Substituir o que não tem suporte
  • Hospedagem, CMS, FTP/SFTP, SSH e banco de dados
  • Chaves de API e tokens
  • Variáveis de ambiente
  • Verificação em duas etapas
  • Revisão no Search Console
  • Listas negras de e-mail e IP
  • Certificado TLS válido
  • Teste de que o site funciona
  • Backups periódicos fora do servidor
  • Atualizações de PHP, CMS e plugins
  • Acompanhamento de alertas de segurança

Está vendo isso agora? Mande o endereço do site e o que você notou.

Fale conosco →
Limpar ou reconstruir

Dá para limpar ou é preciso refazer o site?

Depende do que há no servidor e de existir um backup anterior à invasão.

Dá para limpar

  • Sabemos por onde entraram e dá para fechar.
  • Existe um backup anterior à invasão.
  • O CMS, os plugins e o tema aceitam uma versão de PHP com suporte.

Melhor reconstruir

  • Não há nenhum backup confiável, ou a infecção volta depois de cada limpeza.
  • O site depende de plugins abandonados ou de uma versão de PHP sem suporte.
  • Reinstala-se a partir das fontes oficiais e migra-se o conteúdo revisado, ou refaz-se: para um site institucional, por exemplo um site estático com Astro, que não executa PHP no servidor.
Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre sites hackeados

O que fazer se o meu site foi hackeado?
Faça uma cópia do estado atual (arquivos e banco de dados) antes de apagar qualquer coisa, coloque o site em manutenção, avise a hospedagem e troque todas as senhas a partir de um computador limpo: hospedagem, CMS, FTP, SSH, banco de dados e e-mail. Revogue também as chaves de API que o site guardava. Depois é preciso descobrir por onde entraram, limpar ou reconstruir, e atualizar PHP, CMS e plugins antes de reabrir.
Como saber se o meu site foi hackeado?
Os sinais mais comuns são o aviso de site perigoso no Chrome ou no Google, redirecionamentos para páginas de spam, páginas que você não criou ao pesquisar site:seudominio, administradores desconhecidos no CMS, suspensão ou aviso da hospedagem, e-mails que voltam e faturas de API que não batem. Algumas invasões não mostram nada visível, por isso vale revisar também os arquivos modificados e os usuários.
Basta restaurar um backup?
Nem sempre. Se o backup é posterior à invasão, você restaura a porta dos fundos junto. E se a vulnerabilidade usada continua aberta, podem entrar de novo do mesmo jeito. Antes de restaurar é preciso saber como entraram, escolher um backup anterior a essa data e atualizar o que estava vulnerável.
Como tirar o aviso de site perigoso do Google?
Primeiro limpa-se o site. Depois, no Google Search Console, no relatório Problemas de segurança, pede-se uma revisão explicando o que foi corrigido. O Google indica que a revisão pode levar de alguns dias a algumas semanas, e pedi-la antes de limpar só prolonga o tempo em que o site fica marcado.
Tenho de notificar a autoridade de proteção de dados?
Se a invasão afeta dados pessoais e representa risco para as pessoas, o RGPD obriga a notificar a autoridade de controle em até 72 horas desde que você toma conhecimento, mesmo sem ter todas as informações. Se o risco for alto, também é preciso comunicar aos afetados. Na Espanha a autoridade é a AEPD.
O meu site em PHP é afetado pelo php2shell?
php2shell é o nome de duas vulnerabilidades críticas do PHP (CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, CVSS 9,2) publicadas em 21 de outubro de 2026. Não exigem autenticação e afetam as instalações de PHP que servem requisições web, incluindo PHP-FPM, Apache com mod_php, php-cgi, FrankenPHP e LiteSpeed. As versões corrigidas são 8.5.12, 8.4.27, 8.3.36 e 8.2.35; a 8.1 e anteriores já não recebem atualizações do projeto PHP.
Vocês garantem que não vai acontecer de novo?
Não. Ninguém pode garantir que um site não volte a sofrer um ataque. O que fazemos é fechar a porta de entrada que encontrarmos, atualizar o software para versões com suporte, trocar todas as credenciais e manter o site em dia depois, que é o que reduz o risco.
Do que vocês precisam para começar?
O endereço do site, o que você viu e desde quando, e os acessos que tiver: hospedagem, CMS, FTP ou SSH. Se a hospedagem ou algum fornecedor mandou um aviso, encaminhe para nós. Não cole senhas no formulário de contato: os acessos são compartilhados depois, por um canal combinado.
Próximo passo

Conte o que aconteceu e nós cuidamos disso

Com o endereço do site, o que você viu e os acessos que ainda tem, revisamos o servidor e dizemos se dá para limpar, se é preciso reconstruir e o que tem de ser atualizado.

Site ou servidor hackeado

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