Tem uma ferramenta interna que funciona bem. Tão bem que outros equipas da sua empresa querem usá-la. Tão bem que clientes e parceiros perguntaram se podem aceder a ela. E começa a pensar: poderíamos vender isto?
A resposta curta: provavelmente sim. Mas o caminho de ferramenta interna a produto SaaS tem mais complexidade do que parece.
As 5 perguntas de viabilidade
- Resolve um problema comum no seu setor?
- Há alternativas no mercado?
- A sua ferramenta tem uma vantagem real?
- Pode manter duas linhas (uso interno + produto)?
- O modelo económico fecha?
O roadmap técnico
Fase 2: Multi-tenancy (a mudança técnica mais importante)
A diferença fundamental entre uma ferramenta interna e um SaaS é a multi-tenancy. Três abordagens: base de dados separada por tenant, esquema partilhado com tenant_id, ou enfoque híbrido.
Fase 3: Beta privada
5-15 clientes selecionados com onboarding 1:1, canal direto de feedback e check-ins semanais.
Fase 4: Lançamento
Página pública, billing integrado, onboarding self-service, documentação e suporte estruturado.
Modelos de pricing para SaaS B2B
- Por utilizador/mês: Funciona quando o valor escala com o número de utilizadores
- Por organização/mês: Incentiva a adoção, mais simples de gerir
- Baseado em uso: Alinhado com o valor, mas receitas imprevisíveis
Erros comuns
- Tentar ser tudo para todos
- Não separar a equipa de produto da equipa interna
- Lançar sem billing integrado
- Não investir em onboarding self-service
- Subestimar o suporte
Conclusão
Converter uma ferramenta interna num produto SaaS é uma oportunidade real. Requer um enfoque disciplinado: validar a procura, implementar multi-tenancy corretamente, fixar preços com confiança e executar um go-to-market que aproveite a sua posição única.
Se tem uma ferramenta interna que acredita que poderia ser um produto, contacte-nos para uma sessão de avaliação.